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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sobremesas (XI)


Crepe Francês de Morango

Os crepes, espécies de panquecas doces ou salgadas, são iguarias tradicionais na França e são consumidos o ano todo, mas tradicionalmente na terça-feira de Carnaval. Podem ser acompanhados de sorvetes, mel,  geléias, creme bechamel, frutas, manteiga, etc. Tudo a gosto do degustador.

Outrora pratos simplórios que eram oferecidos aos camponeses, hoje são considerados refinados, por proporcionarem aos degustadores um variado número de aromas e sabores inesquecíveis.

Receita dos crepes



Ingredientes
2 ovos
100g de farinha de trigo
25g de manteiga derretida
250ml de leite
Sal a gosto

Preparo
Bata os ingredientes no liquidificador acrescentando por último o sal e a manteiga derretida, até obter uma massa lisa e sem grânulos. Unte uma frigideira antiaderente com manteiga e leve ao fogo. Despeje a massa e  gire a frigideira aos poucos dando-lhe forma arredondada e repita o procedimento toda vez que for fazer um novo crepe, lembrando que cada um deles deve ser virado com uma colher ou espátula quando adquirir um tom dourado.

Receita do creme bechamel


Ingredientes
1 copo de margarina
2 colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo
2 copos de leite fervendo
Sal


Preparo
Mexa os dois primeiros ingredientes até dourar bastante. Também aos poucos, acrescente o leite fervendo. Adicione o sal e cozinhe por uns dez minutos, sempre mexendo.

Receita de geléia de morango 


Ingredientes
450 gramas de morango;
1 xícara de chá de açúcar;
suco de 1/2 limão.

Preparo
Lave muito bem os morangos, retire os cabinhos e corte-os em 4 partes iguais e em uma panela, junte-os com o suco de limão e o açúcar;
Leve ao fogo baixo, deixe cozinhando por aproximadamente 30 minutos, mexendo sempre;
Desligue o fogo e deixe a geléia esfriar. C
oloque-a em um vidro limpo e guarde na geladeira.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sugestões para sua festa junina (II)


Olá, degustadores! Hoje estou de volta com mais sugestões para sua festa junina. Nesta postagem, o foco é a bebida tradicional dessa época: o quentão, que pode ser preparado de quatro formas diferentes. Vamos às receitas?

Quentão Tradicional


Ingredientes
1 1/2 xícaras de açúcar refinado
1 1/2 xícara de água
50 g de gengibre cortado em fatias finas (1/4 de xícara)
3 limões cortados em rodelas
4 xícaras de pinga (aguardente de cana)
3 cravos da índia
2 pedaços pequenos de canela em pau

Preparo
Aqueça o açúcar refinado em fogo alto, mexendo de vez em quando até caramelizar.
Junte todos os ingredientes menos a pinga e ferva mexendo até dissolver o açúcar.
Junte a pinga, com cuidado, de preferência fora do fogo para não incendiar, misture e deixe ferver em fogo baixo por 3 minutos.
Sirva em caneca de barro ou louça, pois as de metal tiram um pouco o sabor do quentão.

Quentão de chocolate


Ingredientes
200g de chocolate em barra.
4 xícaras (chá) de leite integral
3 unidades de cravo-da-índia
2 paus de canela pequena
1 casquinha de limão
1/4 xícara (chá) de conhaque
Chocolate granulado para polvilhar a gosto

Preparo
Leve o leite com as especiarias e a casca de limão ao fogo, deixe ferver
Acrescente o chocolate em barra picado
Junte o conhaque e polvilhe o chocolate ralado
Sirva quente.

Quentão não-alcoólico


Ingredientes
1 pedaço de gengibre
5 limões
1 xícara de açúcar refinado
2 ou 3 pedaços de canela
Cravos da índia

Preparo
Corte o gengibre em pedacinhos e os limões em rodelas finas e reserve
Derreta uma xícara de chá de açúcar num caldeirão e mexa até que a calda doure, sem deixar escurecer
Adicione 1 litro de água e continue mexendo com uma colher de pau para dissolver a calda
Junte o gengibre, o limão, cravos da índia e a canela
Deixe ferver por alguns minutos e prove
Pode acrescentar mais açúcar, pois a calda sempre dá um sabor ligeiramente amargo ao quentão
Coe numa chaleira e mantenha aquecida, mas não quente demais.

Quentão de Vinho

Ingredientes
1 copo de água (200 ml)
1/2 copo de cachaça
2 litros de vinho tinto suave
2 paus de canela
1 1/2 copo de açúcar
Gengibre a gosto
Cravos a gosto

Preparo
Numa panela junte todos os ingredientes ao fogo.
Assim que levantar fervura, deixe por mais 10 minutos. 
Em seguida sirva. Tome a bebida quente.

Boas festas!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Receita (VII)


Pimentões recheados

Ingredientes

2 pimentões vermelhos, sem pele e sementes 
½ kg de ricota
1 colher (sopa) de páprica doce
3 grãos de cominho 
Cebolinha verde picada 
Sal e pimenta branca a gosto. 

Preparo

Amasse bem a ricota (se estiver seca, adicione um pouco de azeite). 
Acrescente os outros Ingredientes e misture até obter uma pasta homogênea. Recheie os pimentões e leve à geladeira. Na hora de servir, corte em fatias de aprximadamente 0,5cm. Pode acompanhar saladas ou uma tábua de queijos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Panificação (V)



Pão de Castanhas

Ingredientes
3 xícaras de farinha de trigo 
1 1/2 xícara de castanhas-do-Brasil ou nozes picadas grosseiramente
5 colhers (chá) de fermento em pó
1 1/4 de xícara de açúcar
3 ovos
1 1/2 xícara de leite
1/3 de xícara de óleo

Preparo
Ligue o forno a 180º C. Unte uma forma para bolo inglês de 23 x 13 cm. Numa tigela grande, coloque os primeiros quatro ingredientes e misture-os com um garfo. Numa tigela pequena, bata ligeiramente os ovos, junte o leite e o óleo e adicione à mistura de farinha, mexendo somente até que fique úmida.
Despeje a massa na forma e asse por 1 hora e 20 minutos ou até que o pão solte das paredes da forma. Deixe esfriar na própria forma, apoiada sobre uma grade, durante 10 minutos. Desenforme e deixe esfriar completamente.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Curiosidades Gastronômicas (VIII)


Tubaínas

Tubaína nada mais é do que um refrigerante popular. Ou uma bebida gaseificada de sabor acentuado, extremamente doce e com nome exótico. A palavra tubaína surgiu quando, há muitos anos, uma pequena fábrica do interior de São Paulo passou a vender um refrigerante usando vasilhames de cerveja com o nome de Tubaína, que acabou virando sinônimo de qualquer refrigerante fabricado por pequenas empresas ou de apelo regional. Muito além da tradicional tríade cola, guaraná e soda, as tubaínas arriscam xaropes de laranja, uva, groselha e tangerina, chegando até mesmo a sabores mais exóticos como abacaxi e abacate.

Os exemplos estão espalhados pelo Brasil inteiro. Em Santa Catarina, a onda das tubaínas começou na década de 70 com o Gasosão, que anos depois mudou o nome para Fanni, uma forma abrasileirada da palavra "funny", que em inglês quer dizer divertido. Hoje, o carro chefe da empresa é a Laranjinha Água da Serra. A cor da bebida, que em nada lembra uma laranja, é o verde limão fosforescente.

No Maranhão, o emblemático Guaraná Jesus, de coloração cor-de-rosa e gosto de canela e cravo, é provavelmente um dos sabores mais peculiares da indústria dos refrigerantes. Inicialmente, o objetivo do farmacêutico Jesus Norberto Gomes, que inventou a bebida, era criar uma magnésia fluída. A experiência não deu certo, mas o resultado foi uma bebida criada para seus netos a partir de dezessete ingredientes básicos. Curiosamente, o criador do Guaraná Jesus era ateu e foi excomungado da Igreja Católica. Era tido como comunista e foi esconjurado pelo Papa depois de dar uma surra no padre. Diziam até que tinha feito um pacto com o diabo. Depois de ser exorcizado, só para alimentar a lenda, o farmacêutico mandou trazer da Alemanha uma série de caras de Fausto - personagem de Goethe que vende a alma ao demônio - e colocou na entrada da farmácia. O inventor da bebida morreu em 1963, sem retornar à igreja. O slogan que acompanha a bebida, Guaraná Jesus, o sonho cor-de-rosa, é o mesmo há décadas. A Coca-Cola, de olho no apelo comercial que a bebida possui no Maranhão, já detém os direitos sobre a fabricação e distribuição do guaraná.

No Rio Grande do Sul, entre outros, há o refrigerante Celina, com seus oito diferentes sabores, inclusive o de abacate, incomum em qualquer outra marca de refrigerante. A distribuição do Celina é feita no sul do país e também para Uruguai e Argentina. No Paraná, as tubaínas são chamadas de gasosas e a marca mais famosa é a Cini, que surgiu no final do século XIX, quando um grupo de colonos italianos começou a fabricar refrigerantes artesanalmente. Dentre eles, o que mais chama a atenção é o de gengibre, chamado de gengibirra.

Em Minas, o Mate Couro, refrigerante verde e amarelo 100% nacional, permanece firme na preferência da população. Fabricado a partir da mistura de erva mate e de chapéu de couro (outra erva, favor não confundir com aquilo que o Lampião usava para se proteger do sol), é encontrado com facilidade em qualquer restaurante, mesmo os mais finos. De lá também é necessário destacar a campanha do guaraná Flexa, dos mesmos fabricantes da cola Mineirinho, "beba Flexa e acerte a sua sede".

No Norte do Brasil encontramos marcas como Baré, Tauá, Tuchaua, Gury, Regente, Magistral, Real... e muitas mais, donas de nomes imponentes.  

Quem nasceu por volta de 1970 deve lembrar do Grapette, refrigerante de uva fabricado pelas indústrias Saborama. Conhecido pelo bordão "quem bebe Grapette repete" e pelo jingle que grudava na mente, "quem bebe Grapette, repete / Grapette / Grapette é gostoso demais", a bebida era fabricada originalmente nos EUA. Com o sucesso, surgiram também a Orangette, o Lemonette e também o Mr. Cola. Após alguns anos, a distribuição da bebida passou a ser feita apenas para países da América do Sul e no Brasil ainda pode ser encontrada no Rio de Janeiro.

Além das fronteiras nacionais, um belo exemplo de bebida popular é a Inca Kola, estranha e tradicional bebida do Peru, de cor amarela, feita de abacaxi, melado e doce. Os peruanos têm muito orgulho desta bebida, que foi lançada durante as comemorações do quarto centenário da fundação de Lima, a capital do país. "Inca Kola só há uma e não se parece com nenhuma", dizia o comercial de lançamento, também identificando o refrigerante como de sabor nacional, ainda mais por usar as cores da pátria, o vermelho e o branco, na embalagem, tornando a bebida um dos símbolos do povo peruano. Os direitos sobre a fabricação e comercialização da Inca Kola também foram comprados pela Coca-Cola, que agora faz a distribuição da exótica marca até em Miami, nos EUA.

Com cuidado e paciência, é possível encontrar mais de cem marcas de refrigerantes diferentes em todo o Brasil, prova que as tubaínas ainda permanecerão por muito tempo nas prateleiras e no gosto do consumidor.

Texto de Nicole Cabral para o site Burburinho.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Gastronomia mundial (VII)


Cozido Português

Receita ideal para este fim de semana. Hmmmm!

Ingredientes
1 linguiça tipo portuguesa
900g de costela bovina
2 cenouras
2 mandioquinhas pequenas
1 batata doce
3 batatas
1/5 de abóbora
2 bananas da terra
4 cebolas cortadas em estilo Juliana
1/2 repolho
Azeitonas
5 Ovos cozidos

Preparo
Prepare os alimentos para serem colocados na panela (lave e pique em pedaços grandes), exceto a banana, o repolho e os ovos. A dica é colocar os alimentos em camadas, os mais duros embaixo e os menos duros em cima. Primeiro as carnes, depois as batatas, a abóbora, cenoura e cebola. Adicione 400ml de água, sal, pimentas variadas (jamaicana, rosa e branca inteiras ficam ótimas), salsa seca e louro. 
Para o bom cozimento você deve encher a panela até a metade, já que os ingredientes enchem até a tampa. Cozinhe-os até que fiquem na consistência desejada (teste-os esporadicamente com um garfo).
Cozinhe numa panela separada os ovos e a banana da terra, ambos com a casca. O repolho cozinha muito rápido, faça no vapor, se puder. Ele pode ser tanto adicionado na panela na última meia hora de cozimento, quanto ao final do cozimento do ovo e da banana. Fica à sua escolha. 
Para cozinhar o repolho corte-o em pedaços grandes e separe as folhas. Descasque os ovos e corte-os na metade, descasque a banana e corte em rodelas grossas. Misture tudo numa travessa, inclusive as azeitonas, regue com azeite de oliva e sirva com arroz.
Nem preciso dizer bom apetite para não soar redundante, não é?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sugestões para sua festa junina (I)


Hoje iniciamos no Pérolas uma nova série de postagens direcionadas especialmente aos leitores, seguidores e amigos em território brasileiro. Ou para brasileiros que estejam no exterior.

Tratam-se de sugestões de pratos e bebidas que podem ser feitos este mês para as festas de Santo Antonio (13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06), tradicionalíssimas pelo país afora e famosas por suas guloseimas.

Na cultura popular do Brasil, Santo Antonio é o protetor dos namorados e seu dia é posterior à data dedicada aos amantes, ao contrário de muitos países mundo afora, onde São Valentino (comemorado em 14 de fevereiro) é quem desempenha este papel.

São João é o primo de Jesus Cristo, segundo as escrituras. Reza a lenda que o hábito de acender fogueiras em seu dia vem do gesto que seu pai, Zacarias, fez quando ele nasceu: fez uma grande fogueira para avisar a Virgem Maria, a prima de Isabel, sua esposa, sobre o nascimento de seu filho.

São Pedro foi discípulo do Cristo, é o fundador da igreja católica, o primeiro papa e o santo que guarda as chaves do céu, segundo a tradição.
 
Não faço a menor idéia de onde surgiram as festividades, mas penso que vieram de Portugal e aqui sofreram as influências do povo brasileiro, ao longo dos séculos. E elas podem ser vistas nas maneiras como as pessoas se vestem (de caipira), nos enfeites, nas músicas, nas danças, no hábito de fazer simpatias e mandingas e claro, nas comidas.

Hoje postarei duas receitas bem populares da época, a canjica e a pamonha, que têm como ingrediente base o milho. E até a penúltima quinta-feira do mês (23/06),  acrescentarei mais algumas sugestões de receitas que podem ser preparadas para as suas festividades juninas.

Portanto, usufruam.

Canjica


Ingredientes
1/2 kg de milho para canjica
1 lata de leite condensado
Água o quanto baste
1 l de leite fervendo
2 unidades de canela em pau
5 cravos da índia
Casca de 1/2 laranja ou limão
Açúcar a gosto
1 xícara ( chá ) de amendoim torrado e moído

Preparo
Escolha o milho para a canjica, lave bem e deixe de molho de um dia para o outro.
Coloque o milho em uma panela de pressão e encha-a de água deixando faltar apenas 2 dedos do líquido.
Junte a canela, os cravos, e o pedaço de casca de laranja ou limão.
Deixe cozinhar na pressão por uns 40 minutos (o milho deve ficar bem macio).
Tire a casca da laranja, a canela e os cravos. Junte o leite fervendo, o leite condensado e mexa bem com uma colher de pau.
Deixe cozinhar até os grãos ficarem bem macios e a canjica ficar com uma textura bem cremosa.
Antes de desligar, teste o doce. Se precisar coloque áçucar a gosto e deixe cozinhar mais um pouco, junte o amendoim não esquecendo de mexer sempre para não grudar no fundo da panela.

Dica: se preferir, ao invés do amendoim, coloque um vidro de leite de coco.

Pamonha


Ingredientes
2 colheres (sopa) de açúcar
1/3 lata de leite
½ lata de leite condensado
6 espigas médias de milho verde bem novo
2 colheres (sopa) de coco ralado (opcional)

Preparo
Corte a base das espigas e descasque o milho.
Limpe e lave as espigas e as folhas.
Rale as espigas bem rentes aos sabugos, ou se preferir, corte o milho rente à espiga.
Bata o milho ralado no liquidificador com o leite condensado, o açúcar, o leite e reserve.
Afervente rapidamente as folhas do milho em uma panela funda para amolecerem.
Separe as menores e desfie formando tiras estreitas.
Segure a folha no sentido do comprimento e faça duas dobras sobrepostas.
Dobre ao meio, unindo as extremidades abertas.
Segure o pacote pela extremidade e encha-o com o creme de milho, deixando bastante espaço vazio na borda. Feche o pacote, amarrando com a tira reservada.
Coloque os pacotes em uma panela e cozinhe em água fervente, até que a palha amarele e as pamonhas fiquem firmes. Lembre-se que para fazer os pacotes é importante que as espigas estejam intactas, totalmente revestidas pela palha. Retire da água e escorra.
Sirva quente ou fria. 
Rendimento : 7 unidades.

Na próxima quinta: receitas de bebidas para a sua festa. Não perca!
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