I made this widget at MyFlashFetish.com.

Mostrando postagens com marcador Enologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Vinhos & Bebidas Afins (III)


Champanhes e espumantes para o fim de ano (Conclusão)

Finalizando a série de dois posts iniciada na quinta-feira passada, hoje trataremos da escolha pessoal de um bom champanhe ou espumante e dar algumas sugestões do enólogo Pedro Missioneiro aos leitores do blog que quiserem degustar a bebida no conforto de seus lares no espoucar dos fogos do novo ano.

Segundo ele, é possível identificar um bom espumante apenas pelas bolhas que surgem na taça onde a bebida é despejada. "Quanto menores em tamanho, mais duradouras e abundantes são as bolhas, maiores são as chances de se estar tomando um bom champanhe ou espumante. E muito cuidado para não confundir espumantes com vinhos frizantes, ou seja, vinhos aditivados com gás, para dar o efeito de borbulhas, feito o Lambrusco.

Sugestões de espumantes para as suas festas



Espumante Baby Chandon: pequena preciosidade contendo o sabor e o aroma da tradicional Chandon Brut em prática garrafa. Formato ideal para ser desfrutado em encontros, baladas e ocasiões informais.


Moet & Chandon Brut Imperial: a junção das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier proporcionam a Brut Imperial um sabor delicado e suave, tornando-o uma bebida versátil.


Moet & Chandon Brut Rose: capaz de agradar os mais exigentes conaisseurs.


Chevalier Crémant de Bourgogne: envolta em luzes douradas e luminosas, a cor realça a efervescência fina e delicada. Ao paladar, revela uma sucessão de sabores generosos.


Veuve Clicquot Brut:  redondo, com laivos de Pinot Meunier, deve sua estrutura sólida à predominância do Pinot Noir e sua elegância e finura a quase 1/3 de uvas Chardonnay.



Veuve Clicquot La Grande Dame: Na boca, revela uma sucessão de sabores generosos e frutados, com uma textura profunda e saborosa.


Cava Freixenet Cordon Negro Brut: Tem sabor límpido e leve com uma elegante e ampla via retronasal. Ideal para acompanhar frutos do mar, risotos e carnes brancas.

Boas festas!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vinhos & Bebidas Afins (II)


Champanhes e espumantes para o fim de ano (1ª Parte)

Estourar um espumante ou um autêntico champanhe à meia noite do réveillon é uma tradição. O champanhe combina com tudo, qualquer tipo de festa, com sobremesa, coquetel e não é como o vinho tradicional que precisa combinar com cada prato servido.

O brinde da virada do ano pode ser à base de um puro vinho champanhe produzido na região homônima na França, Champagne, ou à base de um genérico espumante, dependendo do orçamento de cada um. “Todo vinho champanhe é um espumante, mas nem todo espumante é um champanhe”, diz Pedro Missioneiro, consultor e enólogo conceituado daqui de minha cidade, Manaus, em um artigo da jornalista Daisy Melo que foi recentemente publicado no jornal local Diário do Amazonas.

O autêntico champanhe, segundo ele, é feito com o uso das uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier, sendo estas últimas uvas tintas, que durante o processo de fabricação da bebida têm suas cascas retiradas para que a coloração clara do champanhe prevaleça no resultado final.

Além do uso imprescindível dos três tipos de uvas, o exclusivo processo de fabricação do champanhe, conhecido pelo nome de champenoise, utiliza ainda dois processos de fermentação. Essa prática é facilitada com o remuage, que é a rotação periódica das garrafas, segundo Missioneiro. Todo o processo dura aproximadamente 24 meses com exceção dos champanhes safrados. Identificados pelo termo ‘vintage’ e pelo ano de elaboração, os champanhes safrados são os mais preciosos porque esperam mais tempo até serem degustados (até quatro anos). E também podem ser identificados pelos termos cuvée ou cuvée de prestige, custando entre R$ 800,00 e R$ 1,2 mil a garrafa em mercado nacional.

Os vinhos especiais produzidos na região de Champagne e que não passam pelo processo de champenoise, são chamados de vin mousseux e os produzidos fora são chamados de crémant (na França), espumantes (no Brasil), cara (na Espanha), sekt (na Alemanha) e asti (na Itália).

A classificação dos champanhes, segundo o enólogo, é feita de acordo com a quantidade de açúcar em suas fórmulas, podendo ser dos seguintes tipos: doux (doces), demi-sec (meio-secos) e brut (secos). Categorias clássicas no mundo destas bebidas.

Na próxima quinta, dando prosseguimento a este post, saberemos mais a respeito da seleção dos melhores champanhes e também algumas sugestões para as suas festas de fim de ano. Portanto, acompanhe-me aqui no blog.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Livros recomendados (V)


Sugestões de presentes para esse final de ano. Vamos a elas?

Quem não gosta de ganhar livros? Indispensáveis às nossas vidas, livros são excelentes sugestões de presentes se você tem um familiar, um amigo ou pessoa querida que seja um ávido leitor. No contexto da Gastronomia, hoje selecionei duas obras que acredito serem indispensáveis a qualquer biblioteca.


A primeira delas é o livro Larousse do Vinho, uma uma enciclopédia essencial para quem quer aprender ou ampliar seus conhecimentos sobre vinhos e demais assuntos relacionados.

O livro apresenta as técnicas tradicionais e modernas da fabricação dos vinhos, quais as regiões produtoras, as variedades de uvas e os tipos de vinhos.


Nele, também podemos aprender também como é feito o envelhecimento, como armazenar e como degustar as melhores garrafas, as combinações ideais de vinhos e pratos, como formar uma adega e como ler o rótulo e reconhecer de imediato um bom vinho. Faça também com esta obra uma inesquecível viagem pelas principais zonas vinícolas do mundo, com páginas especiais para países como Chile, Brasil, Argentina e Uruguai. Veja os mapas dos principais vinhedos do mundo, as listas completas de produtores e negociantes e conheça um glossário de termos vinícolas. 

Gostou? Vamos então à próxima sugestão.

Cerveja... Quem não gosta, especialmente em dias quentes de verão?

Larousse da Cerveja, primeira obra nacional que aborda o tema com tamanha abrangência, é um marco para a cultura cervejeira no Brasil!


Bebida popular e presente em todas as rodas de conversa, companheira que não falta nos momentos de animação e diversão, tem revelada neste livro toda sua diversidade, versatilidade e sua profunda importância histórica, até hoje conhecidas apenas por um círculo restrito de "cervejófilos".


Fartamente ilustrada, a obra apresenta a história da bebida, seus ingredientes, o processo de fabricação, detalhes da degustação, variedade de estilos, aspectos gastronômicos, o negócio e muitas outras informações para orientar o leitor neste delicioso mergulho no rico universo da cerveja.

Interessado? Corra logo e complete a sua biblioteca. Até a próxima dica!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vinhos & Bebidas Afins (I)


Harmonização: a arte de combinar vinhos e comidas


O interesse pelo vinho vem crescendo cada vez mais entre os brasileiros, tornando cada vez mais comum encontrá-lo nas mesas de diversos restaurantes, até os menos sofisticados. Não poderia ser diferente. O vinho é a bebida gastronômica por excelência. Não é por acaso que as grandes mecas da gastronomia (França e Itália) são também os mais tradicionais países vitivinicultores. Com o vinho, uma refeição se completa mais do que com qualquer outra bebida. De fato, uma bela harmonização é uma experiência única, em que ambos, prato e vinho, saem ganhando e se mostram muito melhores do que desacompanhados.

Com o vinho mais freqüente à mesa, é natural que surjam dúvidas sobre a combinação de vinhos e comidas. Antes de mais nada, é presciso ressaltar que não tratarei aqui de regras ou princípios absolutos – sempre critiquei e crtiticarei o excesso de rigor, que freqüentemente transforma o enófilo em enochato e liga o vinho ao esnobismo. Ninguém deve deixar de tomar um vinho especial porque a combinação não é a ideal, e nem deixar de considerar o ambiente e a temperatura: um prato que poderia se dar melhor com um tinto muitas vezes pode ser escoltado por um branco, se o dia estiver quente ou se esta for a vontade do grupo. Pode ser que nesse caso não haja uma verdadeira harmonização, que resulte em acréscimo às qualidades de cada um. Mas desde que não haja incompatibilidade, não há problema. O que se deve evitar são apenas os “casamentos litigiosos”. Por exemplo, um peixe de água salgada não deve acompanhar um vinho tânico não porque fere as regras da etiqueta (que nada tem a ver com harmonização), mas porque a combinação do sal com os taninos provocam um sabor metálico, desagradável.

Mas, deixando os extremos de lado, a harmonização é um desafio interessante e, muitas vezes, recompensador. Como dito acima, é fazer um verdadeiro casamento, em que as partes se completam, de forma sinérgica, em harmonia. Em suma, tal qual em uma relação saudável, as partes ganham com a soma e se tornam mais que dois: um realçando as qualidades e virtudes do outro. Ademais, nenhum dos dois prevalece, ninguém é mais importante: os dois simplesmente se entrelaçam, lado a lado, em equilíbrio.

Assim como uma pessoa deve se conhecer para se relacionar verdadeiramente com outra, é imprescindível conhecer as características do vinho (corpo, taninos, intensidade aromática, dulçor, acidez...) e da comida que se pretende harmonizar.

A coisa se complica um pouco mais, pois a combinação ora pode se dar pela similidaridade, ora por contraste. No primeiro caso, um vinho doce como acompanhamento de uma sobremesa. No segundo, esse mesmo vinho doce escoltando um queijo salgado, como um roquefort.

Consultar um bom guia é válido, para se ter uma idéia preliminar. Mas o melhor mesmo é fazer experiências e tirar suas próprias conclusões, lembrando que o que se busca é o prazer: portanto, nada de beber o que não se gosta só porque se trata, em tese, de uma harmonização perfeita.

Apenas para facilitar, seguem alguns princípios:

- Considere o corpo do vinho e do prato. Pratos mais fortes e com muito sabor pedem vinhos mais encorpados, enquanto para pratos mais delicados, vinhos mais leves.
- Pratos gordurosos e suculentos, como carnes e assados, pedem a tanicidade dos tintos, contrapondo a secura que eles causam no palato à untuosidade do prato. A acidez também se contrapõe à gordura e é desejável em pratos em que ela se faça bem presente.
- A intensidade aromática não pode ser esquecida. Pratos com muitas especiarias pedem vinhos igualmente aromáticos e também com maciez para se contrapor à sensação das especiarias no palato. Um bom tinto da casta Syrah ou um branco Gewurztraminer, dependendo do prato, podem ser bons acompnhamentos.
- Não se apegue a ela, mas tampouco esqueça a tradição. O vinho de determinada região, especialmente do velho mundo, muitas vezes é muito apropriado para o prato típico daquele mesmo local. A idéia é a de que, ao longo do tempo, o nativo vinifica de tal forma a possibilitar o casamento perfeito, já que nesses países essa bebida sempre foi pensada para estar à mesa.
- Pratos doces pedem vinhos igualmente doces. Aqueles à base de frutas se dão bem com vinhos brancos doces, como os de colheita tardia. Melhor se tiverem boa acidez, para não ficar tudo muito enjoativo.
- Peixes e frutos do mar, por sua suavidade e acidez, se dão melhor com brancos. Os peixes de sabor mais forte, como salmão, ou mais temperados são bem acompanhados por brancos de mais corpo, como chardonnays barricados. Peixes delicados pedem vinhos acídulos e leves.
- Aves e caças variam de acordo com a intensidade do sabor. Patos e coelhos selvagens se dão bem com tintos de bom corpo e intensidade aromática. Frangos e perus se casam com brancos de bom corpo ou tintos não muito tânicos e frutados.
- Não se esqueça dos molhos e ingredientes, principalmente se ditarem o sabor predominante no prato.
- Espumantes são coringas, realmente. Mas até eles variam em estrutura e intensidade aromática.
Há alguns alimentos que geram casamentos difíceis. Comida japonesa e seu wasabi parecem aceitar apenas brancos e espumantes bem acídulos. Chocolate e vinho não são vistos como amigos, mas um Pedro Ximenes ou um Porto LBV são boas opções e que se saem melhor que o tradicionalmente recomendando Banyuls, na minha experiência.

Todavia, não há como limitar a harmonização a fórmulas e regras exaustivas, seja pela complexidade que permeia o vinho e a gastronomia, seja porque o gosto pessoal é um elemento indispensável. Enfim, brinque com as experiências, esqueça o excesso de formalismo... e bom casamento!


Artigo escrito pelo enólogo Daniel Chaves para o site Belo Vinho. Reprodução Integral.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...