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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Curiosidades Gastronômicas (IV)


A ceia de Natal em outros países


Dependendo do país, a ceia natalina é totalmente diferente da nossa. Em alguns deles, de tão inacessíveis. não é possível nem imaginar o que vai à mesa. 

Dos países europeus que celebram Natal como nós, é na República Tcheca e na Eslováquia que está uma das ceias mais diferentes que existem Lá, é servida uma sopa de peixe, além de carpa assada e salada de batatas. Na Alemanha também se serve sopa, mas de legumes e vegetais, mas, a ceia varia muito de acordo com a região do país. Mas, na média, come-se carpa, salada de batatas com salsicha, salsichas brancas, batata cozida e ganso.


Nos países mais frios, que estão em inverno rigoroso nessa época do ano, é bem comum servir sopa na noite de Natal, como entrada. Isso aquece as pessoas e deixa todo mundo mais à vontade para a ceia. E na média, nos países cristãos da Europa e das Américas, a ceia de Natal é muito parecida. 

A ceia brasileira sofre influência tipicamente européia, por causa da colonização portuguesa e, depois, dos imigrantes, principalmente os italianos. Mas no Brasil, assim como em Portugal, a origem da ceia de Natal é judia e recebeu também muita influência árabe. Esses povos são conhecidos por fazer grandes celebrações em torno da mesa, com famílias grandes, amigos e é por isso que a passagem bíblica da Santa Ceia tem como cenário uma mesa com muita gente em volta, é uma simbologia: Cristo e a família escolhida por ele que são os apóstolos. Na ceia de Jesus que a gente conhece, foi servido vinho – que por sinal naquela época era um vinho muito difícil de fazer e ao contrário do que se pensa era mais branco do que tinto – e pão. Na ceia dos europeus, e conseqüentemente na nossa, come-se pernil, carne de porco, peru, rabanada... No caso luso-brasileiro tem ainda bacalhau, bolinhos de bacalhau e só recentemente foi incluído o chester, de uns 30 anos pra cá.


O peru, uma ave de origem mexicana, só entrou na mesa européia por volta de 1530. Primeiro na Espanha, depois na Inglaterra. Posteriormente, se espalhou por todos os reinos europeus porque era uma opção mais barata que o faisão, que tinha de ser caçado e o peru, bastava criar em cativeiro.Uma ave símbolo da culinária asteca. 

O chester é uma invenção escocesa e que hoje tem sua maior produção no Brasil. Ainda para a nossa ceia, os italianos trouxeram o panetone, no início do século passado e no final do século 19. As nozes vêm da influência muçulmana, moura, na península Ibérica.

Na França, base da culinária moderna a partir de meados do século passado, a ceia natalina é uma grande refeição como a nossa, mas a comida lá é tratada com certa luxúria. A ceia dos franceses inclui muitos ingredientes da culinária mediterrânea e aí eles abusam de lagosta, ostra, camarão, além de peixes. O famoso escargot não pode faltar, assim como o foie gras, o tradicional patê de fígado de ganso, que é a melhor companhia para um Borgonha.  O peru também é um prato popular na ceia de Natal e, geralmente, serve de base para os grandes vinhos de Bordeaux e da Borgonha, principalmente a coxa e a contra-coxa de peru, que são mais gordurosas e podem ser acompanhadas por vinhos tintos como pinot noir, beaujolais e merlots mais leves. O vinho de qualidade, aquele mais caro, que normalmente os franceses não bebem o ano todo, é aberto nas festas de fim de ano e aí o champanhe passa a ser também integrante fundamental das ceias de Natal e ano novo franceses.


Já os norte-americanos absorveram muito as práticas culinárias do México e do Caribe. Peru, tender, presuntos variados e mais recentemente, da década de 70 pra cá, o chester, são a base da ceia de Natal deles. Na região da América Central e em Cuba, já se come mais o pernil de porco. 

O padrão da Ceia de Natal é universal, mas no consenso geral é um padrão errado. Aqui no Brasil estamos no verão, nos Estados Unidos e Europa é inverno. Para lá funciona bem esse padrão mais calórico da ceia e essa é a razão desses pratos na celebração do Natal.

Fonte consultada: Blog Gourmet Brasília.

Um feliz natal a todos os que acompanham o blog de alguma forma.
Obrigado por tudo e voltem sempre!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Curiosidades Gastronômicas (III)


- Na Roma Antiga, era costume quebrar a casca do ovos sobre o prato para evitar que os maus espíritos lá se escondessem. 

- A omelete foi criada por um homem vindo dos países do leste europeu. Consta que era o único cozinheiro disponível quando, na França, um rei bastante autoritário exigiu certo dia um prato original, rápido e saboroso. 

- Um ovo de avestruz corresponde a uma dúzia de ovos de galinha.

- As fatias de Tomar, doce típico português, necessitam de 24 gemas de ovo para serem confeccionadas. 

- Devido a uma crença de que os ovos avermelhados são melhores do que os brancos, na Turquia era hábito ferver os ovos em café para lhes dar sabor e cor. 

- Um ovo inteiro de 60g possui aproximadamente 6,5g de proteínas e 80 calorias. 

- A forma do macarrão tortellini foi inspirada no umbigo da deusa Vênus. 

- A maioria das massas é confeccionada com água e farinha sendo posteriormente enriquecida com outros ingredientes como gluten, ovos, espinafres, etc.

- O macarrão contém hidratos de carbono que possuêm grande valor dietético graças à fibra que contêm. Por isso mesmo, os pratos de massa contêm menos gorduras e até menos calorias que outros alimentos. Vamos comer mais massa então? Com molho pouco calórico, claro.

- Na Itália as massas são servidas como entrada, acompanhamento ou até mesmo como prato principal, existindo diversos molhos e recheios, massas para todos os gostos e também ocasiões. 

- Qualquer prato de massa pode ser acompanhado de vinho tinto ou branco. E combine seus pratos de massa com qualquer tipo de erva, como a salsa, o manjericão, o tomilho, orégano ou manjerona. Ficam uma delícia. 

- Uma parte do malte utilizado nas fábricas de cerveja é às vezes substituído por desperdício de arroz.

- É possível extrair do arroz um óleo idêntico ao extraído do amendoim.

- O arroz só passou a ser utilizado na gastronomia a partir do século XIX e faz parte da alimentação básica de mais de metade da população mundial.

-Cada bago de arroz é composto por 0,6% de gorduras, 7% de proteínas, 80% de hidratos de carbono e aproximadamente 12% de água.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Gastronomia mundial (III)


Moussaka

Pela combinação de sabores que apresenta a moussaka (pronuncia-se mussaká) é um prato surpreendente. O leve picante da berinjela, a consistência da batata, a suavidade do bechamel e o toque clássico da noz moscada fazem uma verdadeira explosão na hora de degustar. 

Esta é a receita originária da Grécia com rendimento para 8 porções. Vamos lá?


Ingredientes básicos
5 unidade(s) de berinjelas em fatias
Quanto baste de farinha de trigo para empanar
Quanto baste de Azeite de oliva http://ads1.cybercook.com.br/RealMedia/ads/Creatives/default/empty.gif para fritar
6 unidade(s) de batata
Quanto baste de óleo de soja para fritar.


Ingredientes do recheio
500 gr de patinho moído(s)
4 colher(es) (sopa) de Azeite de oliva http://ads1.cybercook.com.br/RealMedia/ads/Creatives/default/empty.gif 
1 unidade(s) de cebolas picadas 
2 dente(s) de alho picados 
Sal a gosto
quanto baste de pimenta-do-reino branca
1 1/2 xícara(s) (chá) de Polpa de tomate

1 xícara(s) (chá) de água
1 folha(s) de louro
quanto baste de casca de laranja
3 unidade(s) de cravo-da-índia
1 unidade(s) de canela em pau
4 colher(es) (sopa) de salsinha picada(s)


Ingredientes do Molho
Sal a gosto
2 colher(es) (sopa) de farinha de trigo
2 colher(es) (sopa) de manteiga  
500 ml de leite
quanto baste de noz-moscada
2 colher(es) (sopa) de queijo ralado


Montagem
200g de mussarela em fatias
1 lata(s) de creme de leite  sem soro
1 colher(es) (café) de noz-moscada
quanto baste de queijo ralado
quanto baste de margarina http://view.atdmt.com/QZ1/view/206364313/direct/01/ para untar


Modo de Preparo
Corte as berinjelas em fatias longitudinais com cerca de meio centímetro cada. Deixe-as numa vasilha grande com água e sal, por cerca de uma hora, para que percam o amargo. Passe cada fatia, dos dois lados em farinha de trigo.
Aqueça o azeite numa frigideira e frite as fatias de berinjela até que fiquem douradas. Reserve.
Descasque, corte e frite as batatas, normalmente.


Recheio
Aqueça o azeite, junte a carne e,mexendo de vez em quando, para soltar, deixe que seque totalmente. Junte a cebola e o alho e refogue até que a cebola esteja transparente. Junte a polpa de tomate, a água e a folha de louro.
Deixe cozinhar em fogo baixo por 10 minutos. Tempere com sal e pimenta. Acrescente os cravos, a canela e a casca de laranja. Deixe cozinhar por mais 10 minutos. Acrescente a salsinha picada e desligue o fogo. Antes de empregar, retire a canela e a casca de laranja.


Molho
Coloque a manteiga numa panela, juntamente com a farinha. Leve ao fogo e mexa. Ficará uma pasta. Junte o leite aos poucos para dissolver a farinha.
Não se preocupe com possíveis grumos, se houver muitos, poderá bater tudo no liquidificador, depois.
Este prato é adequado para congelamento, por até 3 meses, segundo nos informou a professora Licínia Campos.


Montagem
Monte o prato: Unte um refratário com margarina, coloque metade das berinjelas formando uma camada. Cubra com as batatas fritas, faça uma camada de carne, salpique queijo ralado.
Faça nova camada com o restante das berinjelas, outra camada com o restante das batatas fritas, distribua o restante do molho, polvilhe queijo ralado, distribua o creme de leite (não dá para espalhar, distribua com a colher).
Polvilhe ligeiramente com a noz-moscada ralada. Cubra com mussarela, polvilhe queijo ralado, novamente.
Leve ao forno para gratinar.

Dicas
Se quiser economizar, faça as duas últimas camadas com molho branco de sua preferência, polvilhando queijo ralado e não utilize o creme de leite, nem a mussarela. 

Fonte: Site Cyber Cook (Portal Terra)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Livros recomendados (I)



Uma forma simples de viajar o mundo inteiro sem sair do lugar


O livro da viagem, organizado por Simon Zestcott e publicado pela conceituada editora Lonely Planet é indispensável para quem deseja conhecer um pouco mais sobre cada país do mundo. E a palavra "pouco" cai como uma luva ao livro, pois ao terminá-lo, a impressão que tive é de que ficou faltando algo mais.

Recheado de fotos que valorizam mais o lado humano das nações, em detrimento das manjadas atrações turísticas, a obra tem seus méritos. Consiste em capítulos de no máximo duas páginas, dispostos em uma ordem alfabética nem um pouco ortodoxa. Nestes capítulos, além das citadas imagens, pequenas informações sobre cada nação e sobre os costumes de seus habitantes, como alimentação, dialetos e demais informações relevantes. Sugestões de livros e filmes dados pelos autores sobre as nações retratadas também podem ser encontradas aqui.

No contexto gastronômico, cada país foi contemplado com uma descrição sucinta de seus pratos e bebidas mais conhecidos. O leitor descobrirá que o sura, uma espécie de vinho de palma, é a bebida alcoólica mais popular do Moçambique. Que na Índia, o prato não-vegetariano mais consumido é o frango tandoori. Que os estonianos adoram almôndegas à milanesa cozidas em sangue bovino, chamadas de verikäkk e que na Ruanda, país pobre do continente africano, a tilápia é o peixe mais degustado pela população local.

Trata-se de um livro indispensável a qualquer estante, principalmente àqueles que buscam referências gastronômicas sobre os vários países do mundo. Mas no geral, não tenha tantas expectativas sobre seu conteúdo, ainda mais se estiver procurando um guia definitivo de viagem que englobe todas as nações do mundo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Gastronomia mundial (I)


Maccheroni con le sarde (Sicília, Itália)

Ingredientes
½ quilo (1 pacote) de macarrão furadinho
½ quilo de sardinhas frescas pequenas, limpas, sem cabeças, espinhas e caudas
½ quilo de erva doce fresca
Farinha de trigo para empanar
4 colheres de (sopa) de óleo
30 gramas de uvas passas
1 colher de (sopa) de óleo
4 filés de anchova picados
Pimenta do reino à gosto
Água fervente com sal
Suco de 1 limão
1 cebola picada
Sal à gosto
Água morna

Preparo
Deixe as uvas passas de molho em água morna por cerca de 2 horas. Numa panela, aqueça o óleo, junte a cebola e frite ligeiramente. Acrescente os filés de anchova, as uvas passas e a pimenta do reino. Reserve. Lave a erva doce, corte em pedaços e cozinhe em bastante água fervente (uns 5 litros) com sal, sem deixar amolecer demais. Escorra e reserve a água do cozimento. Tempere as sardinhas com o suco de limão, o sal e a pimenta do reino, e depois passe na farinha de trigo. Frite as sardinhas no óleo, em fogo brando. Cozinhe o macarrão na água da erva doce, escorra e junte a mistura de cebola com filés de anchova. Acrescente a erva doce picada e as sardinhas fritas, cortadas em pedaços, mexendo delicadamente para não desmanchá-las. Coloque o macarrão numa travessa e deixe descansar por alguns minutos antes de servir.

Rendimento
6 a 8 porções

Buono appetito!
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